
Três hackers acusados de operar uma rede de botnets voltados para fraudes online se livraram da pena de prisão após colaborarem com as autoridades americanas. Paras Jha, Josiah White e Dalton Norman foram indiciados em 2017 pelo envolvimento na operação e ataques realizados pelas redes Mirai e Clickfraud, voltadas, principalmente, para golpes de negação de serviço.
Após a localização dos suspeitos e início dos processos, porém, o trio decidiu por auxiliar o FBI nas investigações relacionadas não apenas à própria botnet, mas também outros golpes virtuais do tipo. Devido ao trabalho de colaboração “extensivo e excepcional”, nas palavras das autoridades, a sentença dos três acabou abrandada para apenas cinco anos de condicional para cada um, sem privação de liberdade.
Os detalhes sobre a cooperação feita pelos acusados, por razões de segurança e também por representarem possíveis investigações em andamento, não foram revelados. Mas, na sentença, a Justiça cita alguns casos, como a derrubada da Kelihos, uma rede de mais de 10 mil computadores infectados usados por sete anos em golpes DDoS, além da entrega de ransomware e outras pragas virtuais. Ela foi desmantelada em abril do ano passado.
Depois, o trio auxiliou empresas como a Arbor Networks e o GitHub a suportarem o maior ataque de negação de serviço já registrado nos EUA, com quase 5 Tbps sendo trafegados nas redes das empresas. Ainda, eles foram essenciais na mitigação de uma ameaça externa à segurança nacional dos EUA, vinda de adversários políticos não revelados.
O auge do funcionamento da Mirai, também desmantelada pelo FBI quando os três indiciados foram processados pela Justiça, foi em 2016. Naquele ano, a rede de botnets foi responsável por derrubar o GitHub, Twitter e a PSN, rede online que serve o PS4 e outros consoles da Sony, após atacar o Dyn, serviço que era o responsável pela administração de domínios para estas plataformas.
Contou para o abrandamento da sentença, também, o fato de os acusados jamais terem conseguido monetizar de verdade suas operações criminosas. Em uma nota pessoal, o procurador federal Adam Alexander também cita o contraste entre as personas online e real do trio, que, de membros reconhecidos da comunidade hacker, foram revelados como “jovens imaturos, vivendo em relativa obscuridade nas casas dos pais”. A ideia é que, com a cooperação e o fim das redes de botnet, eles possam seguir carreira com suas habilidades e não representam mais perigo para a sociedade.
Hackers que administravam botnet se livram da prisão após ajudarem autoridades Publicado primeiro em https://canaltech.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário